Google, concorrente da Skype? Ainda não. Pelo menos por enquanto

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maio 28

Google, concorrente da Skype? Ainda não. Pelo menos por enquanto

Compra de empresa especializada em codecs, anunciada em 18/5, levanta questões sobre os reais interesses da Google no campo de voz sobre IP.

A aquisição recente, pela Google, da Global IP Solutions (GIPS) tem levado observadores a esperar por um possível confronto entre os serviços Google Voice e Skype, mais popular serviço de Voz sobre IP (VoIP) que, além de ser oferecido praticamente de graça, inclui recursos de vídeo e teleconferência. Mas a Skype não deveria se preocupar no curto prazo.

A verdade pode ser simplesmente que a Google promove tecnologias que a fazem avançar em seus interesses reais – tornar os recursos mais simples, para que as pessoas usem mais a internet. “Eles vendem conteúdo”, diz Diane Myers, analista da Infonetics. “Eles querem servir seu conteúdo em múltiplas plataformas, especialmente a móvel.”

A empresa formou uma impressionante cadeia de serviços, acabados ou em teste, que encorajam o uso da internet. Mas não montou um serviço coeso que se compare ao Skype e seus serviços de voz e vídeo entre pares (peer to peer) que se integram às redes de telefonia pública, tanto fixas como de celular.

Android
A entrada da Google no suporte a várias formas de comunicação baseia-se em seu sistema operacional móvel Android, que encoraja o envio de mensagens SMS, navegação na web, uso de câmeras fotográficas e de vídeo e o desenvolvimento de aplicações independentes. Ela também se estende ao e-mail, com o serviço gratuito Gmail; colaboração na web, com o Wave; e até serviços de banda larga por fibra óptica, com um plano para entregar serviços de gigabit Ethernet para mercados limitados.

A compra da GIPS dá a Google codecs de áudio e vídeo bastante respeitados, que codificam esse tipo de tráfego para redes IP, ajustando-a para atrasos, falhas e baixa largura de banda. Mas isso em si não significa que a Google esteja pronta para competir diretamente com os provedores de serviço de voz, diz Myers. “A GIPS é uma provedora de tecnologia que colabora com a manipulação de mídia rica, mas nos bastidores”, diz.

A GIPS tem uma lista impressionante de clientes, como Cisco, Yahoo, America Online, e IBM/Lotus, que usam sua tecnologia em seus serviços de voz ou teleconferência. Mas a tecnologia da GIPS é um componente de serviços maiores, de acordo com outra cliente da GIPS, a alemã Goober Networks, que oferece VoIP, videoconferência, bate-papo e colaboração.

“Eu não vejo a Google como concorrente”, diz Peter Uhlich, CEO da Goober. “A concorrente real em VoIP é a Skype.” De fato, ele diz que vê a Google mais como um potncial parceiro que poderia estender os serviços da Goober.

Concorrente viável
A combinação dos serviços da Goober com os recursos financeiros e o tino de marketing da Google poderia tornar a Google uma concorrente viável ao Skype, diz. “A única razão pela qual não assustamos a Skype é que somos pequenos”, diz Uhlich.

Mesmo com o cofre cheio da Google e sua tendência a influenciar mercados – tal como fez ao assegurar acesso aberto ao espectro sem fio vendido em 2008 pela Comissão Federal de Comunicações dos EUA -, a empresa poderia decidir pela necessidade de desenvolver seus próprios serviços de voz e vídeo, diz Tom Nolle, presidente da CIMI Corp.

“Em vista de todos esses anúncios feitos no campo da comunicação de voz, parece provável que eles planejam ou entrar no mercado de VoIP, para competir com a Skype, ou pelo menos oferecer suas próprias ferramentas e serviços de colaboração”, diz Nolle em um blog, “competindo com algumas empresas de conferência web como Cisco (WebEx) e Citrix (GoToMeeting)”.

O poderio financeiro da Google poderá no mínimo influenciar que serviços as operadoras de telecom estabelecidas poderiam oferecer à medida que formulam suas estratégias, diz. “Qualquer movimento terá reverberações no mercado, mas obviamente uma entrada direta da Google em VoIP, integrado com seu serviço Google Voice, poderia representar uma grande mudança no jogo, num momento em que as operadoras elaboram seus próprios planos de voz de próxima geração”, justifica Nolle.

FONTE/AUTOR: Tim Greene para Network World/EUA publicado na IDG Now!

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