A tecnologia a serviço da Policia Militar de São Paulo

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fev 01

A tecnologia a serviço da Policia Militar de São Paulo

A Polícia Militar do Estado de São Paulo foi pioneira na utilização de equipamentos móveis na corporação. Agora inova novamente ao utilizar uma inédita rede LTE (também chamada de 4G), de uso exclusivo, que será usada nestes dispositivos móveis, como tablets.

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Software de gerenciamento mostra a imagem em tempo real de câmeras em viaturas, avenidas e escolas.

Durante oito meses, a PM testou a rede LTE em 700 MHz em uma infraestrutura proprietária fornecida pela Alcatel-Lucent e parceiros como IBM, Microsoft e a fabricante brasileira MXT.

Segundo a PM, a nova rede substituirá a rede 3G que atualmente equipa os dispositivos móveis da Polícia Militar. Na rede 4G LTE, a corporação poderá trocar dados e transferir voz e vídeo em alta definição em tempo real em uma única frequência, além de integrar câmeras de vigilância espalhadas em diversos pontos do Estado.

O sistema que será usado pela PM é idêntico ao que existe no centro tecnológico da Alcatel-Lucent. Nele, um painel mostrava as câmeras instaladas em escolas, no interior das viaturas, em pontos estratégicos da cidade e também em ambientes internos da empresa. Todos estes locais estavam conectados por meio da rede LTE.

“Queremos mais rapidez na troca de dados, especialmente para os policiais em campo. O desafio é chegar ao local da ocorrência no menor tempo possível, além de planejar os pontos estratégicos das viaturas e verificar se os carros foram ao local da ocorrência”, diz o coronel Alfredo Deak Júnior, diretor de tecnologia da PM de São Paulo.

A taxa máxima de transmissão da rede 4G LTE é de 100 Mbps, cerca de cinco vezes mais rápida do que o padrão 3G+, e aproximadamente 14 vezes mais ágil que a rede 3G. Segundo Deak, o pico de velocidade atingido durante os testes da cobertura 4G da PM foi de 60 Mbps.

A Alcatel diz que os testes custaram 2 milhões de dólares para a empresa. Já a PM diz que implementar a infraestrutura em toda a região metropolitana de São Paulo custará 100 milhões de reais ao governo do Estado.

A frequência de 700 MHz também poderá ser usada pelo rádio da PM, que hoje conta com 60 canais UHF para uma corporação formada por mais de 10 mil policiais, segundo o Coronel. Após a adoção da nova rede, os policiais terão 960 diferentes canais. “Com o uso da rede LTE, será cerca de um canal para cada 10 policiais”, diz Deak.

Hoje, os policiais militares possuem tablets e dispositivos GPS conectados à internet 3G que permitem o acesso ao banco de dados da PM para consultas de histórico de antecedentes criminais, boletins de ocorrência, mapeamento criminal e outros relatórios. “A rede 3G é boa, mas não suporta recursos que demandam mais velocidade e capacidade de transmissão de dados. É inviável gerenciar todas estas câmeras na rede atual”, diz Deak.

Por precaução, a PM diz que, em casos onde não há cobertura da rede 4G LTE, será possível usar a cobertura de rede das operadoras. Além disso, cada carro da corporação servirá de hotspot e poderá replicar o sinal de rede disponível no local.

Segundo Deak, o uso da rede de alta velocidade vai além da troca de dados em campo. O planejamento de rota dos policiais, que é feita semanalmente e presencialmente, também poderá ser feita por meio do computador. O policial entrará em uma cabine e, após se apresentar eletronicamente, obterá a programação que deve ser seguida. A identificação do policial será feita por meio de RFID (radiofrequência).

Hoje, 12 mil tablets e 9000 GPS portáteis são usados pela PM. “A frota é estável e não há a intenção de comprar mais dispositivos”, diz Deak. Segundo o coronel, 645 municípios são atendidos por 100 mil policiais militares, 17 mil viaturas, 23 helicópteros, dois navios, 500 cães e cavalos e 600 lanchas. Diariamente, há 180 mil ocorrências de 43 milhões de pessoas que moram no Estado de São Paulo. O orçamento para manter a área de tecnologia da PM é de 180 milhões de reais, afirma o coronel.

Toda a infraestrutura de rede 4G só poderá ser colocada em prática após a PM receber a aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Apesar do otimismo da PM na implementação da rede LTE, ainda não há data definida para a Anatel permitir o uso desta frequência por órgãos públicos. Deak acredita que a Agência libere parte do espectro de 700 MHz ainda este ano.

Com informações da Info
Fabio Martins para o TechBR

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