Samsung é acusada novamente de inflar resultados de benchmarks, agora no Galaxy Note 3 e Galaxy Gear é um fracasso aos olhos da mídia internacional
A Samsung enviou ontem à imprensa especializada um convite para a coletiva de imprensa que marcará o lançamento do Galaxy Note 3 e do relógio Galaxy Gear, que não tem feito qualquer sucesso na imprensa internacional. Segundo informações, ainda preliminares, o lançamento oficial acontece no dia 10 deste mês.
Diferente de alguns concorrentes, a Samsung não está deixando passar muito tempo depois do lançamento internacional da dupla Gear e Note 3. Acabamos de receber um convite para a coletiva de imprensa que apresentará ambos os gadgets, ao mercado nacional. O Galaxy Note 3 é a terceira geração do aparelho que inaugurou de forma bastante berrante, o mercado de phablets para o planeta Terra.
Ele é parrudo, bem parrudo, mesmo com a Samsung sabotando os resultados de seus testes. Um processador Snapdragon 800 que roda quatro núcleos com 2.3 GHz de velocidade, acompanhado de 2,5 GB de memória RAM e uma tela enorme de 5,7 polegadas com resolução Full HD e possibilidade de filmar em resolução 4K (2160p) com a câmera traseira, que também fotografa em até 13 megapixels. Junto dele, veio o Galaxy Gear, o relógio inteligente da Samsung que não está fazendo qualquer sucesso na imprensa internacional. Os comentários são péssimos, mas é melhor aguardar e ver com os próprios olhos, para confirmar se é tão estranho mesmo.
Note 3
O Galaxy Note 3 começa a ser vendido esta semana nos EUA e os sites americanos já publicaram as primeiras análises sobre o phablet com tela de 5,7 polegadas da Samsung. Entre elogios à tela e ao acabamento e críticas ao TouchWiz e à bateria, o Ars Technica notou que a Samsung fez “otimizações” no aparelho para que o Galaxy Note 3 se saia melhor que a concorrência nos testes de desempenho.
O Ars Technica afirma que a Samsung está turbinando artificialmente o modelo americano do Galaxy Note 3 ao usar um modo de alto desempenho que é ativado quando aplicativos populares de benchmarks estão sendo executados. Nesse modo, todos os núcleos do processador são forçados a trabalhar ininterruptamente e com o clock máximo de 2,3 GHz. A empresa já havia feito algo parecido no Galaxy S4, como notado pelo AnandTech.
Mas como eles descobriram isso? O Galaxy Note 3 possui um processador quad-core Snapdragon 800 de 2,3 GHz, exatamente o mesmo do LG G2, mas o aparelho da Samsung conseguia números bem maiores. No Geekbench, o Galaxy Note 3 conseguia 2.986 pontos, enquanto o LG G2 ficava com apenas 2.278 pontos – uma diferença muito grande para dois aparelhos com o mesmo SoC e mesma resolução de tela.
Para burlar o “modo benchmark” do Galaxy Note 3, eles renomearam o aplicativo do Geekbench para Stealthbench e executaram os testes novamente. Os resultados foram 20% menores e ficaram mais próximos do LG G2, como esperado. Mas repare na imagem acima que, mesmo assim, o Galaxy Note 3 consegue se sair melhor que o concorrente, o que indica que a Samsung nem precisava usar esses artifícios para inflar os resultados.
O arquivo responsável por turbinar o processador do Galaxy Note 3 lista 25 aplicativos, todos de benchmarks: tem AnTuTu, Quadrant, GLBenchmark, Geekbench e NenaMark, além de possíveis aplicativos internos de testes da Samsung.
A Samsung ainda não se manifestou sobre o assunto. Quando a mesma história envolvia o Galaxy S4, que aumentava a frequência da GPU em determinados aplicativos de benchmarks, a Samsung afirmou que fazia o mesmo em aplicativos de tela cheia, como players de vídeo e galerias de imagens, para “fornecer uma experiência melhorada para o usuário”, não para manipular testes de desempenho.
Galaxy Gear
O tão falado, esperado, alvo de rumores e vazamentos, Galaxy Gear da Samsung finalmente chegou às mãos da mídia internacional e o resultado não foi nada agradável.
Encontrar uma análise falando bem do relógio inteligente da Samsung é um desafio enorme. As chamadas das reportagens são coisas do tipo”Galaxy Gear: Uma dor no pulso” ou então “Galaxy Gear: Relógio da Samsung mira para o futuro mas fica preso no passado” e outras ainda piores.
O aparelho conta com diversos problemas como incompatibilidade com outros produtos da Samsung, sendo que atualmente ele só funciona “direito” com o Galaxy Note 3. Também há diversas reclamações de seu peso, falta de funções básicas e importantes, etc.
Resumindo bastante, a conclusão é que em geral, infelizmente, é um aparelho “inútil” e que não justifica seu preço salgado de US$300.
Desde seu anúncio oficial pela Samsung, ele foi alvo de muitas críticas e elas agora se concretizaram. Porém, acredito que o aparelho tenha sido muito mais um teste de mercado do que qualquer outra coisa. Talvez ele tenha aberto portas para algo bem interessante no futuro. Mas que a Samsung poderia ter caprichado um pouco mais, poderia.
FONTE/AUTOR: Tudocelular e Tecnoblog
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