A Apple conseguiu deixar os fabricantes de tablets com Android ainda mais preocupados. Samsung, Asus e companhia terão problemas para enfrentar o novo iPad.
Tim Cook no lançameto do iPad, ontem em São Francisco (EUA).
A nova versão do aparelho traz tela com altíssima resolução, processador mais veloz e câmera melhor. Mas a maior cartada da empresa foi continuar a vender o iPad 2, na versão de 16 GB, por US$ 399. Dona de uma parcela enorme do mercado de tablets (com 57% do total de dispositivos vendidos no último trimestre do ano passado), a Apple tem uma base igualmente grande de usuários, acostumados a comprar conteúdo no iTunes e aplicativos na App Store. Com uma opção mais barata do tablet nas lojas, conseguirá conquistar consumidores que sonham em ter um iPad, mas não querem ou não podem gastar US$ 499.
O que tem mantido o iPad na frente do Galaxy Tab, do Xoom, do Eee Pad Transformer e de seus clones não são as especificações técnicas, mas a experiência de uso e principalmente o conteúdo que se pode adquirir. A Apple não ganha toneladas de dinheiro só com a venda do aparelho, mas também com o consumo de músicas, livros, vídeos, revistas, jornais, aplicativos e games. No universo Android, ainda são pouquíssimos os aplicativos criados para tablets. Conteúdo multimídia, então, nem se fala. O acervo disponível ainda é fraco e o pequeno número de usuários desestimula o investimento das empresas. Pior: parte do dinheiro gasto pelo usuário vai para o Google, não para os fabricantes.
Samsung, Asus, Motorola e seus companheiros dependem do lucro com a venda dos aparelhos que produzem. Diante disso, fica difícil diminuir ainda mais as margens para competir com a Apple e seu iPad de US$ 399. No universo do Android, apenas uma empresa conseguiu isso: a Amazon, que vende o Kindle Fire pelo preço de custo e lucra com o seu ecossistema. Se o Google não agir, o mundo dos tablets com Android ficará todo nas mãos da Amazon, que já vendeu cerca de 6 milhões de unidades do seu tablet. Será um mundo onde o Android ficará sem Gmail, sem GTalk, sem Maps, sem Play e sem dinheiro jorrando para os bolsos de Larry Page.
FONTE/AUTOR: Info
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